Com a palavra: O Mestre!

            O mercado de cervejas artesanais tem tido um grande crescimento nos últimos anos e a exigência do consumidor tem aumentado. Por isso, as cervejarias que primam pela excelência vêm ganhando a preferência dos apreciadores. E, para discutir essa tendência de mercado, o blog Edelbrau fez uma entrevista com Sady Homrich, o baterista da Banda Nenhum de Nós. Além de músico, o “Burgomestre”, como gosta de ser chamado, é engenheiro químico, consultor cervejeiro e colunista de importantes publicações, como a Folha de São Paulo.

Entrevista com Sady Homrich, da Banda Nenhum de Nós

O mercado das cervejas artesanais tem crescido no Brasil consideravelmente nos últimos anos. Você deve a que esse fato?

A mesma causa que impulsionou a Beer Renaissance nos EUA: o descontentamento com a oferta limitada de cerveja. O marketing das grandes empresas acreditava que, quanto mais neutra e sem sabor, maior seria a possibilidade de aumentar o volume de vendas.

Você, dentro de seu amplo conhecimento, tem percebido que as novas cervejarias têm tido uma preocupação suficiente nos quesitos qualidade e originalidade?

Qualidade e originalidade nem sempre andam de mãos dadas. Não acho que toda a cervejaria precisa “inventar” um estilo inédito, único. Isso é uma vocação que deve acompanhar a evolução de um conceito. Há ótimas cervejas de estilos tradicionais e de vanguarda. Mas há péssimas cervejas sendo produzidas “sob a lei da pureza”.

Como um apreciador de cerveja, que não possua um know how como o seu, pode distinguir um produto de qualidade, bem elaborado, de outro, com atributos menores?

O gosto pessoal sempre deve prevalecer. Você não é pior que ninguém, se não gostar de uma Imperial IPA. Nem melhor, se gostar. A procura por bebidas de qualidade com sabor não é difícil. Lembre que não há excelência num produto com preço baixo. Esqueça as cervejas comerciais que estão nesse posicionamento. Algumas premium e puro malte são mais caras porque não usam adjuntos cervejeiros, mas não são livres de química como as artesanais.

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Recentemente, você esteve na nossa fábrica com os demais integrantes da Banda Nenhum de Nós. Que impressões teve da cervejaria e, especialmente, de nossos produtos?

A Edelbrau foi uma grata surpresa, pois conseguiu estruturar uma microcervejaria em uma cidade de imigração alemã, e é sabido que os descendentes preferem uma cerveja barata de longo percurso do que uma cerveja de qualidade para consumir moderadamente. Degustamos a pilsen e a weiss, estilos que agradam todos os integrantes do Nenhum. Mas aguardo a bock e outros estilos que terão papel didático na região.

Quando e como despertou em você a paixão por cerveja?

Desde muito cedo. Minha família, de origem germânica, sempre respeitou a bebida, sempre presente nas festividades. Com o tempo, comecei a perceber as diferenças entre as marcas e até entre as fábricas da mesma marca. A Polar de Estrela era melhor que as outras. Assim como a Serramalte de Getúlio Vargas, a Antarctica de Joinville, etc… Diziam que era a água, mas tenho certeza que era a competência do mestre-cervejeiro.

A música e a cerveja formam uma bela combinação. Para você, Sady, qual delas mais lhe agrada?

Assim como bons momentos pedem boa música, pedem uma boa cerveja. Respeitando o gosto e criatividade de cada um. Tem música pra pensar e música pra festa, da mesma forma que há cerveja pra degustar e cerveja pra festejar. Cada uma tem seu momento, e a profissão de músico é muito séria, exige dedicação. Uma banda de mais de 25 anos tem uma grande responsabilidade e estamos sempre produzindo. No próximo semestre, estaremos lançando o DVD Contos de Água e Fogo, sugiro ver o teaser no nosso site e a canção inédita, Aquela Estação.
Mas ambas atividades são muito prazerosas e fazem parte da minha formação cultural.

E para finalizar, a Edelbrau faz parte de sua lista de recomendações sobre cervejas? Por quê?

Sim. Minha primeira dica pra quem quer entrar no mundo da cerveja de qualidade e sabor é começar pelas cervejarias regionais. O melhor lugar para se tomar uma cerveja fresca é perto – ou dentro – da fábrica. As cervejas fabricadas em outros Estados, ou importadas, podem nos ensinar a diversidade de estilos, mas se tiver a oportunidade de degustá-las no local de origem, aproveite. Fiquei feliz ao ver a Edelbrau servida em restaurantes e bares da região. Isso demonstra a preocupação dos proprietários do estabelecimento em disponibilizar produtos de qualidade para seus clientes.

Continuem no caminho das boas cervejas! Abraço do Burgomestre e… PROSIT! Que a fonte nuuuunca seque!

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